Pueblo Blanco – no álbum Mediterráneo, de 1994 - Si yo pudiera unirme | (Imagem daqui) |
17 de outubro de 2010
obsessões do meu ipod (21)
10 de outubro de 2010
What happened to my Cauny?
Não conheço nenhum rapazola da minha idade que não tenha ganhado um Cauny Prima quando fez o exame da quarta. (Tive até a impressão durante muito tempo de que todos os Caunys se destinavam a prendas para a canalha que fazia a quarta classe com distinção, já que nunca via esses relógios no pulso dos adultos). Eu, claro, também tive um. Corria o Natal de 1960 quando o desembrulhei tremente (eu e não o relógio) de dentro de uma caixa absolutamente mítica. Lembro-me que o passeei pelo café do Senhor Henrique, arregaçando a manga do casaquito de malha Sydney (também prenda de Natal), na esperança de que alguma grande paixão, que por ali jogasse à calha, se deslumbrasse com a cintilação do meu novo e fascinante pulso. Não aconteceu! Mas consolei-me com o sensato pensamento de que um relógio serve tão somente para mostrar as horas e não para as tornar voluptuosas e aprazíveis. (Pensei exactamente isto, embora as palavras só me viessem muito mais tarde…)
(Imagem daqui)
8 de outubro de 2010
5 de outubro de 2010
cem anos de peito ilustre lusitano
(“… que eu nunca vi pátria assim pequena e com tantos peitos” - Carlos T.)
A mulher de seios desnudos que os republicanos escolheram para seu emblema representa o seu (deles) mais empolgante ideal, o seu mais apetecível conceito estético e também a sua mais profunda preocupação com a saúde em Portugal. Oferecendo ao povo a visão permanente de uma imagem tão patriótica quanto lasciva, os republicanos benfazejos estavam no fundo a escrever a mais apelativa receita médica contra o enfarto masculino. Viva a república, a ilustre mama lusitana e a saúde cardiovascular…
4 de outubro de 2010
a tralice da semana
Ainda bem que amanhã vão instaurar uma república. Já estava farto da oligarquia!
(Imagem daqui)